Crítica XXI

Portugal é há quase meio século governado pelas esquerdas. Se estendermos a ideia de poder ao campo cultural, podemos dizer que esse domínio é até anterior à Revolução e permanece mesmo quando as direitas governam. 

Disto não resulta apenas que as direitas e o seu pensamento sejam mal conhecidos; resulta uma atmosfera cultural e mediática acomodada e maniqueísta sem espaço para a interrogação crítica. 

Crítica XXI quer dar a conhecer a tradição intelectual das direitas e os seus desenvolvimentos actuais, olhando para valores, ideias e princípios com liberdade incondicional.

Biblioteca Crítica Fundamental

Biblioteca Crítica Fundamental

Quatro obras decisivas para a compreensão do nosso tempo de uma perspectiva de Direita, escolhidas e editadas pela Biblioteca Crítica Fundamental.

Bibliteca Crítica Fundamental

3ª Série

Opinião Pública

Título Conservadorismo
Autor Lord Hugh Cecil
Tradução Carlos Maria Bobone
Editor Crítica xxi
Paginação Matilde Everard Amaral
Capa Sardine & Carbone e Matilde Everard Amaral
Impressão VASP dps
Março 2025

CONSERVADORISMO

LORD CECIL

O conservadorismo natural é uma tendência da mente humana. É uma disposição avessa à mudança; e surge em parte de uma desconfiança do desconhecido e de uma correspondente confiança na experiência, em vez de no raciocínio teórico; em parte, da faculdade dos homens de se adaptarem ao que os rodeia, de modo que o que é familiar apenas pela sua familiaridade se torna mais aceitável ou mais tolerável do que o que é desconhecido. A desconfiança do desconhecido e a preferência pela experiência em relação à teoria estão profundamente enraizadas em quase todas as mentes e são expressas em provérbios frequentemente citados: “Olha antes de saltar”, “Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar”, “Uma onça de facto vale mais que uma libra de teoria” — estes são ditos que expressam um sentimento conservador quase universal. As novidades, à primeira vista, são vistas como inovações desnecessárias e, na maior parte das vezes, inúteis ou perigosas pela grande maioria dos homens.

Opinião Pública

Título Filosofia e Doutrina do Fascismo
Autor Giovanni Gentile e Benito Mussolini
Organização Miguel Freitas da Costa
Editor Crítica xxi
Composição Matilde Everard Amaral
Capa Sardine & Carbone
Impressão VASP dps
Janeiro 2025

FILOSOFIA E DOUTRINA DO FASCISMO

Giovanni Gentile e Benito Mussolini

Bastaria o regresso compulsivo, tentacular e imaginativo
do fascismo, pelo vício académico e mediático de chamar «fas-
cista» a tudo ou a quase tudo o que é desagradável à esquerda,
para justificar a publicação destes textos de Giovanni Gentile
e Benito Mussolini na Biblioteca Crítica Fundamental.
De resto, a publicação justificar-se-ia sempre, por razões
mais sérias e menos conjunturais, como parte da galeria das
ideias políticas da Direita. Assim, depois da direita contra-revo-
lucionária (De Maistre, Donoso Cortes, José Agostinho de Ma-
cedo), da direita católica conservadora (Chesterton e Hilaire
Belloc) e da direita liberal (Benjamin Constant) documentamos
a direita revolucionária, onde o fascismo se pode e deve incluir,
com esta breve selecção de textos de Mussolini, o inventor e
fundador do fascismo, e de Gentile, o seu «filósofo», dos quais
o mais importante e interessante é a «Doutrina do Fascismo».

Opinião Pública

Título A liberdade dos antigos comparada com a dos modernos
Autor Benjamin Constant
Organização Carlos Maria Bobone
Editor Crítica xxi
Composição Matilde Everard Amaral
Capa Sardine & Carbone
Impressão VASP dps
Janeiro 2025

A LIBERDADE DOS ANTIGOS COMPARADA COM A DOS MODERNOS

Benjamin Constant

Não há nenhuma obra tão importante quanto a de Costant para a formação do pensamento constitucional e para a ideia de que, se o propósito da política passa por proteger os direitos individuais, a soberania popular, democrática, é insuficiente. Há, no entanto, um ponto no seu pensamento que é difícil de resolver. Ao estabelecer as diferenças entre as liberdades dos Antigos e as liberdades dos modernos, Constant admite a possibilidade de mudança no propósito das sociedades. A própria ideia de “princípio”, em que assentam os seus princípios de política, sugere um encaminhamento: os princípios das sociedades provocam resultados diferentes, resultados esses que podem alterar os princípios que os criaram. É para estes “estados de excepção”, de que Carl Schmitt falará, que o sistema de Constant não tem resposta