Biblioteca Crítica Fundamental
Quatro obras decisivas para a compreensão do nosso tempo de uma perspectiva de Direita, escolhidas e editadas pela Biblioteca Crítica Fundamental.

3ª Série
Título Conservadorismo
Autor Lord Hugh Cecil
Tradução Carlos Maria Bobone
Editor Crítica xxi
Paginação Matilde Everard Amaral
Capa Sardine & Carbone e Matilde Everard Amaral
Impressão VASP dps
Março 2025
CONSERVADORISMO
LORD CECIL
O conservadorismo natural é uma tendência da mente humana. É uma disposição avessa à mudança; e surge em parte de uma desconfiança do desconhecido e de uma correspondente confiança na experiência, em vez de no raciocínio teórico; em parte, da faculdade dos homens de se adaptarem ao que os rodeia, de modo que o que é familiar apenas pela sua familiaridade se torna mais aceitável ou mais tolerável do que o que é desconhecido. A desconfiança do desconhecido e a preferência pela experiência em relação à teoria estão profundamente enraizadas em quase todas as mentes e são expressas em provérbios frequentemente citados: “Olha antes de saltar”, “Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar”, “Uma onça de facto vale mais que uma libra de teoria” — estes são ditos que expressam um sentimento conservador quase universal. As novidades, à primeira vista, são vistas como inovações desnecessárias e, na maior parte das vezes, inúteis ou perigosas pela grande maioria dos homens.
Título Filosofia e Doutrina do Fascismo
Autor Giovanni Gentile e Benito Mussolini
Organização Miguel Freitas da Costa
Editor Crítica xxi
Composição Matilde Everard Amaral
Capa Sardine & Carbone
Impressão VASP dps
Janeiro 2025
FILOSOFIA E DOUTRINA DO FASCISMO
Giovanni Gentile e Benito Mussolini
Bastaria o regresso compulsivo, tentacular e imaginativo
do fascismo, pelo vício académico e mediático de chamar «fas-
cista» a tudo ou a quase tudo o que é desagradável à esquerda,
para justificar a publicação destes textos de Giovanni Gentile
e Benito Mussolini na Biblioteca Crítica Fundamental.
De resto, a publicação justificar-se-ia sempre, por razões
mais sérias e menos conjunturais, como parte da galeria das
ideias políticas da Direita. Assim, depois da direita contra-revo-
lucionária (De Maistre, Donoso Cortes, José Agostinho de Ma-
cedo), da direita católica conservadora (Chesterton e Hilaire
Belloc) e da direita liberal (Benjamin Constant) documentamos
a direita revolucionária, onde o fascismo se pode e deve incluir,
com esta breve selecção de textos de Mussolini, o inventor e
fundador do fascismo, e de Gentile, o seu «filósofo», dos quais
o mais importante e interessante é a «Doutrina do Fascismo».
Título A liberdade dos antigos comparada com a dos modernos
Autor Benjamin Constant
Organização Carlos Maria Bobone
Editor Crítica xxi
Composição Matilde Everard Amaral
Capa Sardine & Carbone
Impressão VASP dps
Janeiro 2025
A LIBERDADE DOS ANTIGOS COMPARADA COM A DOS MODERNOS
Benjamin Constant
Não há nenhuma obra tão importante quanto a de Costant para a formação do pensamento constitucional e para a ideia de que, se o propósito da política passa por proteger os direitos individuais, a soberania popular, democrática, é insuficiente. Há, no entanto, um ponto no seu pensamento que é difícil de resolver. Ao estabelecer as diferenças entre as liberdades dos Antigos e as liberdades dos modernos, Constant admite a possibilidade de mudança no propósito das sociedades. A própria ideia de “princípio”, em que assentam os seus princípios de política, sugere um encaminhamento: os princípios das sociedades provocam resultados diferentes, resultados esses que podem alterar os princípios que os criaram. É para estes “estados de excepção”, de que Carl Schmitt falará, que o sistema de Constant não tem resposta